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MÃO & CANETA
São os meus versos,
Toscos, reprimidos.
Versos não lidos,
Sem compreensão.
Em minha mão,
Pulsam os versos tidos
Como descritos
Por um homem são.
Assim, desliza uma caneta
Em tinta acesa,
Na escuridão.
Pintam meus versos
Em tinta preta,
Mão e caneta,
Que à luz acesa,
Desenham em sombra,
Minha razão.